Por que o governo do Brasil, que não é alinhado com Trump, ficou entre os menos tarifados?

  • 03/04/2025
(Foto: Reprodução)
Etanol foi ponto de partida da negociação – o Brasil temia taxação maior por lobby dos produtores americanos do álcool. Em fevereiro, Trump tinha anunciado aumento da tarifa sobre o produto. Trump anunciou tarifaço: todas as exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos serão taxadas em 10% Reuters via BBC O acordo costurado entre o governo brasileiro e os Estados Unidos para garantir uma taxação mais baixa, na nova rodada de tarifas anunciada nesta quarta pelo presidente Donald Trump, teve como ponto de partida o etanol. Do lado brasileiro, participaram da negociação representantes do Itamaraty e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O Brasil já sabia que os produtores americanos de etanol tinham grande influência sobre a Casa Branca – o setor tem peso político decisivo até nas eleições. Por isso, o governo Lula temia que o Brasil pudesse aparecer na ponta oposta da tabela, entre os países alvos de uma taxação mais agressiva. Negociadores brasileiros reforçaram, junto aos americanos, que o etanol brasileiro já tinha sido tarifado em fevereiro, numa medida classificada por Trump como de "reciprocidade". Na quarta, o blog antecipou a reunião entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, com o representante comercial dos EUA, Jameson Greer. 5 perguntas e respostas rápidas sobre o tarifaço de Trump Outro argumento apresentado aos Estados Unidos foi o de que o açúcar, por exemplo, tem tarifa extremamente vantajosa para os americanos – e extremamente penosa para o Brasil. Mais: o Brasil tem comércio deficitário com os EUA. Nos últimos 15 anos, o superávit dos americanos na relação com o Brasil somou US$ 410 bilhões. O Brasil ter ficado entre os menos taxados é um resultado dessa negociação mas também da linha mestra de Trump: ele não faz amigos, faz negócios. Por isso, o Brasil foi taxado em 10%, e o aliadíssimo de Trump , Javier Milei, presidente da Argentina, recebeu o mesmo tratamento. É sobre dinheiro, pragmatismo e relações comerciais. E, em se tratando de Trump, tudo vem sempre embalado em discurso populista, com anúncios em tom de ameaça e deixando o mundo em suspenso – o clima é de que tudo pode acontecer. Na hora de decidir o tarifaço, no entanto, o que pesou foi a negociação. E o impacto financeiro. Congresso autoriza governo a retaliar tarifaços de Trump

FONTE: https://g1.globo.com/politica/blog/camila-bomfim/post/2025/04/03/por-que-o-brasil-que-nao-e-aliado-dos-eua-ficou-entre-os-menos-tarifados.ghtml


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