No 1º dia de campanha, Lula promete Ministério da Segurança; Flávio defende Bolsonaro e fala em negociar com os EUA
16/08/2026
(Foto: Reprodução) Começam campanhas eleitorais dos candidatos a presidente
A campanha eleitoral começou oficialmente neste domingo (16), e os candidatos à Presidência já estão nas ruas para pedir votos. O g1 registrou os primeiros eventos de campanha dos candidatos mais bem colocados nas pesquisas.
🔎 A partir de agora, eles podem organizar comícios, carreatas e passeatas. A propaganda na internet também está liberada. Na TV e no rádio, só começa em 28 de agosto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, neste domingo, do primeiro evento de sua campanha à reeleição. O petista escolheu São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde iniciou a carreira política ao liderar o movimento sindical no fim da década de 1970.
Acompanhado de Geraldo Alckmin (PSB) e Fernando Haddad (PT), Lula prometeu criar o Ministério da Segurança Pública caso o Congresso aprove a PEC da Segurança e afirmou que não vai “parar de lutar” para impedir a volta da direita ao poder. A primeira-dama Janja da Silva também discursou e cantou uma música de campanha ao lado do cantor gospel Kleber Lucas (leia mais abaixo).
Flávio Bolsonaro (PL) começou a campanha com um comício na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. No discurso, defendeu o pai, prometeu classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas e afirmou ser o único candidato capaz de negociar acordos comerciais com países como Estados Unidos e China.
O candidato estava acompanhado do candidato a vice Alfredo Gaspar (União Brasil), do candidato ao governo do Rio Douglas Ruas (PL) e da esposa, Fernanda Bolsonaro, que também discursou. Participaram ainda do ato os candidatos ao Senado Carlos Jordy e Carlos Portinho, além de outros aliados.
Ronaldo Caiado (PSD) começou a campanha com uma missa e uma carreata pelo Entorno do Distrito Federal. A agenda teve início em Águas Lindas de Goiás e prevê passagens por outras quatro cidades antes do encerramento em Luziânia.
Ao falar sobre o início da disputa, Caiado afirmou que o país passa por “grandes desafios” e prometeu, caso seja eleito, governar “com muita garra, com muita determinação”. O candidato disse ainda que pretende percorrer o Brasil durante os 49 dias de campanha para apresentar suas propostas aos eleitores.
Já o candidato Romeu Zema (Novo) deu início à campanha em Montes Claros, no Norte de Minas. O primeiro compromisso foi uma missa na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José, na região central da cidade. Ele estava acompanhado do candidato a deputado federal Marcus Vinicius (Novo) e da esposa dele.
Depois de participar de uma missa, ele realizou um ato na Praça da Matriz e caminhou até o Mercado Municipal. Em entrevista, apresentou como prioridades o combate à corrupção, o controle dos gastos públicos e o enfrentamento ao crime organizado.
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Romeu Zema inicia campanha à Presidência em Montes Claros
Início da campanha
Quase todos os candidatos mais bem colocados nas pesquisas (veja a última Quaest, divulgada nesta sexta-feira, 14 de agosto) escolheram a Região Sudeste, onde está a maior parte dos eleitores. A exceção é Ronaldo Caiado. Os locais têm relação com as trajetórias políticas dos presidenciáveis.
Lula (PT) estará em São Bernardo (SP).
Flávio Bolsonaro (PL), no Rio de Janeiro.
Renan Santos (Missão), em São Paulo.
Ronaldo Caiado (PSD), em Luziânia (Goiás).
Augusto Cury (Avante), em Santa Luzia (MG).
Romeu Zema (Novo), em Montes Claros (MG).
Veja, a seguir, mais informações sobre os atos de campanha.
Lula (PT)
Lula lança campanha em São Bernardo, junto de Alckmin e Haddad
Reprodução/Youtube
O candidato do PT escolheu São Bernardo do Campo, onde iniciou a carreira política ao liderar o movimento sindical na primeira grande greve do ABC Paulista, no final da década de 1970.
O presidente participou do ato acompanhado do candidato a vice Geraldo Alckmin (PSB), do candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT) e da primeira-dama Janja da Silva, que discursou e cantou uma música de campanha ao lado do cantor gospel Kleber Lucas.
No discurso, Lula afirmou que não vai permitir a volta da direita ao poder. “Enquanto for vivo, não vou parar de lutar”, declarou. Lula também prometeu combater líderes de facções e criar o Ministério da Segurança Pública caso o Congresso aprove a PEC da Segurança.
“Se for aprovada a PEC da Segurança Pública, eu vou criar o Ministério da Segurança Pública para dividir responsabilidade com estados e municípios.”
Alckmin também discursou e defendeu a soberania nacional. “É tetra, e é em defesa da soberania. É em defesa do nosso Pix, é em defesa do nosso Brasil”, afirmou.
Flávio Bolsonaro (PL)
Alfredo Gaspar, Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas
Reprodução/TV Globo
Flávio Bolsonaro iniciou a campanha com um comício na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O candidato subiu em um trio elétrico por volta das 11h30, acompanhado do candidato ao governo do estado Douglas Ruas (PL).
Na política externa, afirmou ser o único candidato capaz de negociar com diferentes países.
“Eu sou o único que pode sentar com os Estados Unidos, com a China, com Israel, com o Oriente Médio, com a Índia e com a Argentina e fazer os melhores e maiores acordos comerciais”, declarou.
Flávio também prometeu classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas e fazer um “tesouraço” nos impostos, na burocracia, na corrupção e nos cargos ocupados por petistas.
Copacabana foi palco de manifestações lideradas por Jair Bolsonaro durante e depois de seu mandato na Presidência. Atualmente em prisão domiciliar após ser condenado por tentar um golpe de Estado, o ex-presidente não participou do ato. Flávio afirmou ter recebido do pai a missão de disputar a Presidência e o defendeu no discurso. “Bolsonaro nunca foi ameaça para a democracia”, afirmou.
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Renan Santos (Missão)
O candidato do Missão vai voltar à Faculdade de Direito da USP, onde estudou. "Vai ser um momento histórico", afirmou ele em comunicado. Segundo a equipe de Renan, a escolha remete à vida pessoal do candidato. "Foi lá que ele começou a fazer política estudantil e política de fato", disse um integrante da campanha.
Ronaldo Caiado (PSD)
Ronaldo Caiado durante agenda de lançamento da campanha à Presidência da República, neste domingo (16)
Reprodução
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado iniciou a campanha com uma missa e uma carreata pelo Entorno do Distrito Federal. O primeiro ato ocorreu em Águas Lindas de Goiás, e a agenda prevê passagens por Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso de Goiás e Cidade Ocidental, com encerramento em Luziânia.
Caiado afirmou que escolheu a região para apresentar resultados de sua gestão em áreas como segurança, saúde, educação e programas sociais. “O que eu apresentei como campanha é exatamente o que eu posso mostrar aqui no estado de Goiás como realizado”, disse.
Ao falar sobre a disputa, afirmou que pretende percorrer o país nos próximos 49 dias. “É um momento difícil que passa o país, de grandes desafios. E, chegando, eu vou cumprir tudo aquilo com muita garra, com muita determinação”, declarou.
Augusto Cury (Avante)
O candidato do Avante, que é psiquiatra e escritor, escolheu Minas Gerais como "palanque de sua trajetória política", como afirma sua equipe de campanha. Foi lá que Cury anunciou sua pré-candidatura, em março. Agora, o evento será em Santa Luzia, município a 27 km da capital, Belo Horizonte. Novato na política, Cury diz que busca "furar a bolha" e combater a polarização.
Romeu Zema (Novo)
Romeu Zema (Novo) fala durante o primeiro ato de sua campanha à Presidência, neste domingo (16), em Montes Claros (MG).
Divulgação
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema iniciou a campanha com uma missa em Montes Claros. Depois, participou de um ato na Praça da Matriz e caminhou até o Mercado Municipal.
O candidato apresentou como prioridades o combate à corrupção, o controle dos gastos públicos e o enfrentamento ao crime organizado. “Vamos dar três choques no Brasil: um choque ético e moral, para acabar com a corrupção; um choque contra a gastança do Lula e do PT; e também um choque contra as facções e organizações criminosas”, afirmou.
Zema também defendeu enquadrar facções como grupos terroristas e construir um presídio no Norte do país para líderes dessas organizações. Sobre um eventual segundo turno, declarou: “Qualquer um que estiver contra o PT tem o meu voto”.
Lula, Flávio, Renan, Caiado, Cury e Zema
Reprodução