Missão lança candidatura de Renan Santos à Presidência e apresenta 'Livro Amarelo' com propostas de governo
01/08/2026
(Foto: Reprodução) Missão lança campanha de Renan Santos à Presidência em São Paulo neste sábado (1º)
Reprodução/Youtube/Partido Missão
O partido Missão realiza neste sábado (1º), em São Paulo, um evento em que confirma oficialmente a escolha de Renan Santos como candidato à Presidência da República. O congresso acontece no Komplexo Tempo, na Zona Leste da cidade de São Paulo.
Renan já foi oficializado como candidato no dia 20 de julho em um evento realizado em formato online e sem transmissão ao vivo. O candidato a vice será Aroldo Medina, militar da reserva.
Segundo o que o candidato explicou na oportunidade, a decisão foi tomada por orientação da equipe de segurança da pré-campanha diante de uma escalada de ameaças atribuídas a facções criminosas.
Aroldo Medina foi o primeiro a discursar no evento. Ele afirmou que pretende comandar a primeira incursão ao Morro do Alemão, no Rio de Janeiro.
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"Atenção, se preparem. Vou ligar para o presidente Renan Santos e vou dizer: 'presidente, pronto, dê o sinal verde'. Vamos botar aquela bandidagem toda a correr e inauguraremos uma nova era de ordem e progresso para o Brasil", afirmou Medina.
"O choque de lei e ordem que será dado neste país não tem precedente", afirmou o deputado federal Kim Kataguiri (Missão).
O Missão apresentou também seus candidatos aos governos de nove estados: André Luís, no Maranhão; Ben Mendes, em Minas Gerais; Breno Barcelos, no Espírito Santo; Coronel Busnello, no Rio de Janeiro; Huggo Leonardo, no Ceará; Luiz França, no Paraná; Marcelo Brigadeiro, em Santa Catarina; Rafaell Milas, no Mato Grosso; e Renan Hallais, em Pernambuco.
🔎 Os partidos têm até 5 de agosto para realizar as convenções partidárias, nas quais oficializam candidatos e coligações para as eleições. As siglas têm até 15 de agosto para registrar, na Justiça Eleitoral, os candidatos escolhidos para a disputa. A propaganda eleitoral começa em 16 de agosto.
'Livro Amarelo'
No evento, também foi lançado o "Livro Amarelo", conjunto de seis fascículos em que o Missão, partido criado pelos integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), apresenta seu projeto para o Brasil.
Segundo Kim Kataguiri, que também é um dos fundadores do MBL, o livro traz propostas para áreas como segurança pública, aumento da competitividade, defesa e meio ambiente.
Orlando Lima, Pedro D'eyrot e Kim Kataguiri apresentam o 'Livro Amarelo' do partido Missão
Reprodução/Youtube/Partido Missão
Orlando Lima, coordenador do projeto, apresentou a publicação como a base de "um projeto para governar, reconstruir e civilizar. É algo que redefinirá a posição do Brasil no mundo, e a posição de vocês no Brasil".
"O 'Livro Amarelo' parte de uma interpretação de Brasil, uma interpretação de nossa identidade, e não é à toa que sejamos, ao final de tudo, um projeto de subversão da má história brasileira", disse ainda Orlando Lima.
O livro está dividido em 14 capítulos distribuídos em três volumes. No primeiro, há propostas para acabar com políticas e heranças consideradas negativas pelo grupo. Entre elas, por exemplo, o maior ajuste fiscal da história do Brasil, "maior do que o Plano Real", no valor de R$ 3,3 trilhões.
Nos dois outros volumes entram as propostas para "destravar o país e construir a civilização tropical". "O que nós temos, além de boas ideias, é coragem de imaginar um Brasil melhor", afirmou Pedro D'eyrot, também cofundador do MBL. Ele citou iniciativas para "recuperar o soft power brasileiro", zerar a fila do Sistema Único de Saúde (SUS) e fazer reformas na educação.
Kim Kataguiri também anunciou o lançamento do Instituto Livro Amarelo. "Assim como temos o 'Livro Amarelo' nacional, nós teremos os estaduais, os municipais. A gente vai garantir que os nossos candidatos a prefeito, os nossos candidatos ao governo do Estado, ao Senado, ao Congresso, em todas as esferas, tenham um programa sólido para defender. É um programa de um partido que tem crença, que tem propósito."
Quem é Renan Santos
Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República
Reprodução
Renan Santos tem 42 anos, é ativista político, empresário e uma das lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL), que fundou em 2014 ao lado do deputado federal Kim Kataguiri.
Entre 2015 e 2016, participou de protestos que pediam o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, entre eles a chamada "Marcha pela Liberdade", que caminhou de São Paulo a Brasília.
Paulistano, cursou Direito na Universidade de São Paulo (USP), sem concluir o curso.
Junto com os demais integrantes do MBL, fundou o partido Missão, com mais de 800 mil assinaturas recolhidas — recorde entre novas legendas no país.
O partido teve o registro concedido pela Justiça Eleitoral no fim do ano passado e participará de sua primeira eleição. Até o momento, não anunciou alianças com outras legendas.
Renan Santos diz que a segurança pública e o combate ao crime organizado são os temas centrais de sua candidatura e de seu projeto para o Brasil.
Ele defende o endurecimento de penas para crimes violentos, medidas para acabar com o controle territorial de facções criminosas e a implementação do que chama de "Direito Penal do Inimigo".
Segundo a proposta, trata-se de um mecanismo jurídico que passa a considerar integrantes de facções como "inimigos do Estado", "eliminando a presunção de inocência para quem for identificado como integrante dessas organizações ou portar fuzis".
Outras propostas de Renan são condicionar a reeleição de prefeitos ao cumprimento de metas; substituir a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) por um regime de negociação direta entre contratante e contratado; extinguir a Justiça do Trabalho; criar uma reserva nacional em criptomoedas; e aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com um corte radical de gastos para economizar R$ 3,3 trilhões em dez anos.