Eleições 2026: TSE conclui assinatura digital e lacra sistemas das urnas eletrônicas
04/09/2026
(Foto: Reprodução) O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrou nesta sexta-feira (4) a cerimônia de assinatura digital e a lacração dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas eleições deste ano.
Os sistemas foram assinados pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e por autoridades presentes.
Em seguida, foram lacrados digitalmente, fisicamente e armazenados na sala-cofre do tribunal.
🔎A assinatura digital funciona como um selo eletrônico de autenticidade. Ela cria uma identificação única para cada programa usado na eleição, permitindo verificar posteriormente se o sistema é exatamente o mesmo que foi aprovado pelo tribunal.
Agora no g1
🔎Na prática, a lacração marca o encerramento do desenvolvimento dos programas. Depois dessa etapa, qualquer alteração nos sistemas invalida a assinatura digital e pode ser detectada pelos mecanismos de fiscalização e auditoria.
Entre as autoridades presentes estavam o diretor da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público e do próprio TSE.
“Todo o procedimento é acompanhado por entidades fiscalizadoras, que podem verificar a integridade dos sistemas e participar de mais essa oportunidade de auditoria e fiscalização do processo eletrônico de votação", informou o TSE.
"Na mesma ocasião, as entidades que desenvolveram sistemas próprios para verificação de assinatura digital também terão esses sistemas compilados, assinados digitalmente e adicionados à cópia física, também guardada na sala-cofre”, complementou.
A assinatura e lacração fazem parte de uma das etapas finais do ciclo de verificação dos programas que serão usados nas votações do primeiro e do segundo turnos das eleições, marcados para 4 e 25 de outubro, respectivamente.
Segundo o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, "a partir da aposição das assinaturas digitais, não é mais possível efetuar alterações nos sistemas".
Ainda de acordo com ele, os mecanismos de segurança passam a assegurar "a autenticidade e a integridade das versões ora lacradas".
Depois que os sistemas são assinados digitalmente e lacrados, qualquer modificação nos arquivos altera a "impressão digital" eletrônica do programa e é identificada pelos mecanismos de controle.
Isso permite confirmar que o software instalado nas urnas é o mesmo que foi inspecionado e aprovado pelo TSE.
A próxima fase é a geração de mídias, na qual os dados dos candidatos serão inseridos nas urnas. Na véspera do pleito, ocorre a verificação dos sistemas usados na totalização e envio dos dados.
De acordo com o TSE, os processos garantem ao eleitor que o voto registrado na urna será computado de forma totalmente segura.
Urnas eletrônicas em Campo Grande.
TRE-MS