Defesa de coligação de Marina Silva pede investigação contra autor de ataque
18/08/2026
(Foto: Reprodução) A ministra Marina Silva durante a plenária de encerramento da COP.
Fernando Donasci/MMA
A defesa da Coligação Desperta São Paulo, da qual Marina Silva (Rede) faz parte como candidata ao Senado, enviou uma representação ao Ministério Público Eleitoral (MPE) pedindo a abertura de um inquérito policial sobre o ataque ocorrido na última segunda-feira (17). O documento foi protocolado nesta terça-feira (18).
“Diante da existência de fato, publicamente documentado e envolvendo candidata no exercício de atividade eleitoral, requer-se a requisição de instauração de Inquérito Policial, preferencialmente perante a Polícia Federal, para apuração da possível prática do delito previsto no art. 326B do Código Eleitoral e de outras infrações eventualmente identificadas no curso da investigação”, afirmam os advogados.
A equipe também solicitou que, uma vez identificado o autor do ataque, sejam instituídas medidas para que ele seja proibido de se aproximar de Marina.
O episódio ocorreu durante um ato de campanha de Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, em uma caminhada com mulheres na região central da capital paulista. A ex-ministra do Meio Ambiente relatou ter sido alvo de hostilidade por um homem desconhecido durante o trajeto.
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A jornalistas, Marina explicou que havia se afastado do grupo durante a caminhada para evitar empurra-empurra. Quando estava andando, foi abordada por um homem desconhecido que a agarrou no ombro e falou palavras hostis antes de ser afastado por assessores. Ela disse ter recebido suporte em um comércio.
"Uma pessoa que eu não sei quem é e não quis se identificar se atirou na minha frente com agressividade. Era um homem com gestual muito agressivo, eles estão fazendo isso o tempo todo com o Haddad e agora fizeram comigo. Eu espero e trabalharei muito pra que sejam casos isolados" disse a ex-ministra do Meio Ambiente.
Os advogados da coligação afirmam que os fatos são “gravíssimos” e justificam a imediata atuação do Estado. A defesa argumenta, ainda, que a misoginia eleitoral precisa de uma resposta institucional especialmente porque foi dirigida a uma mulher candidata no curso de uma atividade pública de campanha.
“A violência política de gênero nesses casos não atinge somente aquela contra quem o ato é imediatamente dirigido. Ela produz efeito intimidatório coletivo e atenta contra a própria democracia”, dizem os representantes da coligação.