Veja o que os presidenciáveis falaram sobre o fim do sigilo de parte dos documentos do caso Master

  • 11/09/2026
(Foto: Reprodução)
A retirada de sigilo de parte dos documentos do caso Master, decidida na noite dessa quinta-feira (10), repercute nesta sexta entre os candidatos à Presidência da República. Até o momento, Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) se manifestaram sobre o assunto. Apesar da revelação de que o candidato do PL é investigado no caso, os adversários não comentaram o tema diretamente. Em agenda de campanha em Manaus (AM) nesta sexta (11), Flávio defendeu o fim do sigilo da investigação de 'Dark Horse', cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pôs fim ao sigilo de parte do caso Master a pedido do presidente do Supremo, Edson Fachin. Nos documentos trazidos a público, também foi detalhada a relação entre Vorcaro e servidores do Banco Central (BC). A PF apontou, nos relatórios, que Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, servidores afastados do BC, atuaram de maneira reiterada como consultores informais do ex-banqueiro. Veja as reações dos presidenciáveis: Quebra de sigilo do Master vem antes de sessão extraordinária do STF Flávio Bolsonaro (PL) Em agenda de campanha em Manaus (AM) nesta sexta (11), o candidato do PL foi perguntado diretamente sobre a confirmação de que ele é um dos investigados no caso Master. Em um inquérito, a PF apura a produção do filme 'Dark Horse', cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, que recebeu recursos de Daniel Vorcaro a pedido de Flávio. O senador afirmou que recebeu a notícia "com tranquilidade" e defendeu o fim do sigilo no inquérito em que é investigado. Flávio também reforçou que a doação de Vorcaro para o filme não possui irregularidades. "Eu sempre disse que a relação ali com relação ao filme é uma relação privada, é um patrocínio privado ao filme do presidente Bolsonaro. Para mim [o fim do sigilo] é muito positivo. Eu quero transparência em tudo, porque vou só confirmar o que eu sempre falei: não tem justamente nada de errado com relação ao filme, diferente de relações de muita gente do atual governo que tentaram de alguma forma beneficiar o Banco Master", afirmou. Ao comentar o caso, Flávio também citou outras investigações envolvendo o Banco Master e integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele defendeu que os casos sejam investigados com o mesmo nível de transparência. Renan Santos (Missão) Pelas redes sociais, o candidato do Missão apontou na quinta-feira (10) que a decisão de Fachin ia deixar "muito candidato a presidente sem conseguir dormir". "Mais do que nunca Flávio e Lula precisam explicar toda a m... que vai vazar nos debates vindouros. Espero que o povo desperte", declarou. Ronaldo Caiado (PSD) O candidato do PSD, que atualmente está internado em São Paulo tratando uma pneumonia, também se manifestou pelas redes sociais. Caiado afirmou nesta sexta (11) que a quebra de sigilo pelo ministro Mendonça "escancarou que o escândalo vai muito além das especulações, teve acesso antecipado a dados sigilosos, articulações de fuga na véspera de prisões e o envolvimento direto de políticos e 'autoridades' em apurações de lavagem de dinheiro". O ex-governador de Goiás ainda pediu que seja derrubado o sigilo das investigações sobre desvios no INSS. "Aí o pacote fica completo", afirmou Caiado. Romeu Zema (Novo) Em agenda de campanha em Fortaleza nesta sexta (11), o candidato do Novo comemorou o fim do sigilo e defendeu o afastamento de autoridades envolvidas no caso. "E, na minha opinião, não é só afastamento. Na minha opinião, é demissão e depois prisão, porque são pessoas que se beneficiaram do seu cargo para ter vantagem pessoal, para receber dinheiro do banqueiro bandido Vorcaro. Espero que essa investigação caminhe da melhor forma possível", disse Zema. O candidato ainda foi questionado diretamente sobre a investigação do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Zema afirmou que "para onde foi o dinheiro do Daniel Vorcaro, do Banco Master, tem que ser investigado. Quem recebeu o dinheiro deles está sujeito a estar envolvido em alguma coisa ilícita." Pelas redes sociais também nesta sexta, o ex-governador comemorou novamente a medida, e reforçou que é preciso mostrar aos brasileiros que houve "uma roubalheira enorme e uma tentativa de obstruir e deter a investigação, o que não pode acontecer". Esta reportagem está em atualização.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/09/11/presidenciaveis-sigilo-master.ghtml


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