Quem são os eleitores independentes e por que eles podem decidir a eleição, segundo a Quaest

  • 11/06/2026
(Foto: Reprodução)
O que mostra a pesquisa Quaest de junho Uma das principais movimentações captadas pela pesquisa Quaest de junho, divulgada nesta quarta-feira (10), ocorreu entre os chamados eleitores independentes, aqueles que não se identificam como lulistas, bolsonaristas, de esquerda nem de direita. De acordo com o diretor da Quaest, Felipe Nunes, esse grupo "trocou Flávio por Lula". Esse eleitorado corresponde a um terço do total e pode decidir a disputa. Entre maio e junho, Lula ultrapassou Flávio Bolsonaro nesse segmento e abriu uma vantagem de 13 pontos percentuais na simulação de 2º turno entre os pré-candidatos à Presidência. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as notícias do dia Ao analisar a composição do eleitorado, a consultoria conclui que os independentes têm potencial para decidir a eleição. Isso porque os dois principais campos políticos aparecem empatados em tamanho: 33% dos eleitores se definem como lulista (19%) ou de esquerda não lulista (14%); outros 33% se definem como bolsonarista (12%) ou de direita não bolsonarista (21%). Nesse cenário, os independentes funcionam como um grupo decisivo para desempatar a disputa entre os dois polos. "Esses independentes pragmáticos são menos ideológicos. Para eles, democracia é muito importante, assim como segurança pública, corrupção e desburocratização", diz o diretor da Quaest, Felipe Nunes. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) Reprodução Independentes no 1º turno Dados da pesquisa divulgada nesta semana mostram que, entre os eleitores independentes, 28% dizem votar em Lula no primeiro turno, enquanto 14% preferem Flávio Bolsonaro. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%; Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo), com 4% cada; Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP), com 2%; e Joaquim Barbosa (DC), com 1%. Entre os independentes, 19% se declaram indecisos. Outros 18% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo, ou que não devem comparecer às urnas. Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Caiado e Zema Divulgação e reprodução A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026. Independentes no 2º turno Já no segundo turno, houve uma mudança importante em relação ao levantamento de maio. Entre os eleitores independentes, a intenção de voto em Lula subiu de 29% para 37%, um avanço de oito pontos percentuais. No mesmo período, Flávio Bolsonaro caiu de 31% para 24%, uma redução de sete pontos. Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro considerando apenas eleitores que se dizem independentes. Arte/g1 Segundo Nunes, a maioria dos eleitores independentes está "desanimado, apático e está se abstendo do processo eleitoral. Dos 32% dos independentes, só 10% tendem a votar na eleição", diz. Na pesquisa mais recente, o percentual de quem não vai votar saiu de 35% para 30%, e os indecisos passaram de 5% para 9%. O que pensam os independentes sobre a defesa do Brasil, tarifaço e caso Master Perguntas feitas pela Quaest revelam como pensa o eleitor independente em relação a temas que têm potencial para definir votos nestas eleições presidenciais. Exemplos desses assuntos são a defesa dos interesses do país, as tarifas impostas por Donald Trump ao Brasil e o caso Master. Quando questionados sobre "quem melhor defende os interesses do Brasil hoje", 41% dos independentes respondem que é Lula. Para 25%, é Flávio Bolsonaro e, para 22%, nenhum dos dois. A maioria dos independentes (39%) concorda com Lula quando o presidente afirma que as novas tarifas dos Estados Unidos são uma retaliação ao PIX. 26% concordam com Flávio sobre a culpa da taxação ser do próprio Lula. Na argumentação de Flávio Bolsonaro, as tarifas são uma resposta a falas de Lula contra os EUA. Outros 22% não concordam com nenhum dos dois políticos. Em outra pergunta, 41% dos independentes dizem concordar com Lula de que Flávio pediu a Trump o novo tarifaço contra o Brasil. Outros 24% acreditam em Flávio, que diz ter pedido ao presidente americano que não impusesse novas tarifas ao Brasil. 35% não sabem ou não responderam. Questionados sobre em quem aumenta a vontade de votar diante do novo tarifaço, 45% dos independentes disseram não ser Lula nem Flávio Bolsonaro. 26% responderam Lula e 14%, Flávio. Em relação ao caso Master e à proximidade entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, 65% dos independentes dizem que o presidenciável sabia que Vorcaro estava envolvido em corrupção. Para 64% dos independentes, Flávio pode estar escondendo envolvimento ilegal no caso Master. Para 63%, as conversas entre o senador e o banqueiro, flagradas pela Polícia Federal, levantaram suspeitas. Nas mensagens, Flávio pede dinheiro a Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", uma biografia do pai dele, Jair Bolsonaro. 67% dos eleitores independentes afirmam que Flávio errou ao pedir dinheiro ao banqueiro e que deveria ter evitado isso. Pesquisa com todos os públicos A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) com todos os grupos políticos mostra que o presidente Lula (PT) lidera com 44% das intenções de voto em um eventual 2º turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 38%. Não há mais empate técnico entre eles. Na pesquisa anterior, divulgada em maio, Lula tinha 42%, e Flávio Bolsonaro, 41%. Em abril, era o senador quem aparecia numericamente à frente, com 42% contra 40% de Lula. Em março, os dois estavam numericamente empatados, com 41% cada. Quaest: Intenção de voto para segundo turno - Lula X Flávio Bolsonaro (junho/2026) Arte/g1 A pesquisa marca a mudança de um quadro que mostrava empate técnico desde março. Agora, Lula abre uma vantagem de seis pontos sobre o adversário. Ainda assim, o cenário é mais acirrado do que já foi quando a série de pesquisas da Quaest começou, em agosto de 2025. Naquela época, Lula tinha dezesseis pontos de vantagem. Em dezembro, caiu para dez pontos. Foi no fim do ano que Flávio Bolsonaro anunciou que seria candidato.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/06/11/quem-sao-os-eleitores-independentes-quaest.ghtml


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