Em meio ao tarifaço dos EUA, ministro se reúne com chefe de bloco asiático para ampliar comércio

  • 11/08/2026
(Foto: Reprodução)
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reuniu nesta terça-feira (11) em Brasília com a secretária de Negócios Estrangeiros das Filipinas, Maria Theresa Lazaro. O governo das Filipinas preside atualmente a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), e o encontro acontece num momento em que o Brasil busca novos parceiros e ampliar relações comerciais em meio ao tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Inicialmente, Vieira e Maria Theresa estiveram no Palácio da Alvorada, residência oficial do governo, num encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), depois seguiram para o Palácio Itamaraty, também na capital, sede do Ministério das Relações Exteriores. A Asean reúne, além das Filipinas, países como Singapura, Vietnã e Indonésia, com os quai o Brasil defende que o Mercosul mantenha acordos comerciais, em razão do potencial de aumentar o comércio exterior e, na prática, reduzir a dependência de alguns mercados. Agora no g1 Segundo o Itamaraty, em 2025, o comércio entre o Brasil e os países da Asean ultrapassou US$ 38,4 bilhões, tornando o bloco o quinto maior parceiro comercial do país, atrás da China, da União Europeia, dos Estados Unidos e do Mercosul. Ainda de acordo com o ministério, os países da Asean são responsáveis por 15% de todo o superávit da balança comercial brasileira em 2025, com saldo positivo de US$ 10,3 bilhões. Nesse contexto, o Itamaraty afirmou que as Filipinas representam “importante mercado para produtos do agronegócio e do setor mineral”. Em 2025, conforme o ministério, o país se tornou o maior destino das exportações brasileiras de carne suína, com vendas de aproximadamente US$ 840 milhões. Chanceler Mauro Vieira Mateus Oliveira/MRE Tarifaço dos EUA A Casa Branca alega que o Brasil adota práticas desleais na economia em relação a empresários americanos e falhou, assim como outros países, no combate à importação de produtos fabricados em países onde há trabalho forçado. Por isso, anunciou duas tarifas (de 25% e de 12,5%) contra produtos brasileiros vendidos no mercado americano. Desde então, a ordem interna no governo brasileiro tem sido abrir novos mercados e ampliar os já existentes, reduzindo a dependência do mercado americano. Em razão dos dois tarifaços, o Brasil acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que as medidas são discriminatórias, unilaterais e desrespeitam compromissos assumidos pelos Estados Unidos junto à entidade multilateral. Os Estados Unidos já responderam ao pedido de consultas, afirmando que estão “à disposição” das autoridades brasileiras para discutir o tarifaço - mas não sinalizaram se vão reverter ou não o tarifaço.
 Nesse cenário, a China também solicitou à OMC participar das discussões, alegando que as exportações do país podem ser prejudicadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/08/11/em-meio-ao-tarifaco-dos-eua-ministro-se-reune-com-chefe-de-grupo-que-reune-paises-asiaticos-em-busca-de-novos-parceiros-comerciais.ghtml


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