Defesa do ministro afastado Marco Buzzi pede para STJ adiar julgamento de processo sobre assédio sexual

  • 29/07/2026
(Foto: Reprodução)
A defesa do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, suspeito de assédio e importunação sexual contra duas mulheres, pediu o adiamento de seu julgamento na Corte, marcado para a próxima quinta-feira (6). O plenário do STJ deve analisar um processo administrativo disciplinar (PAD) que pode resultar no afastamento definitivo de Buzzi do cargo de ministro. Ele foi afastado do cargo em fevereiro, época em que as denúncias vieram à tona, e desde então aguarda a conclusão do julgamento. A sessão será fechada ao público e ocorrerá de forma presencial no plenário do STJ. Nunes Marques determina investigação a ministro Marco Buzzi, do STJ, suspeito de importunação sexual Os advogados afirmam que não tiveram tempo suficiente para despachar com todos os ministros que participarão do julgamento. A defesa quer apresentar seus argumentos aos magistrados. "A concentração do retorno dos Ministros no dia 3 de agosto [após o término do recesso de julho], somada à natural sobrecarga de compromissos que caracteriza o reinício das atividades após o recesso, torna materialmente impossível à defesa agendar e realizar, em tempo hábil e com a serenidade que a matéria exige, os despachos com a totalidade dos integrantes do colegiado antes da sessão de 6 de agosto", dizem os defensores de Buzzi. Eles pedem que o julgamento fique para a semana seguinte ou outra data conveniente. O pedido foi endereçado ao presidente do STJ, ministro Herman Benjamin. Acusações contra o ministro Pesam contra Buzzi as acusações de duas mulheres: uma jovem de 18 anos que afirma ter sido vítima de importunação sexual, durante um banho de mar, em janeiro de 2026, quando passava férias com a família na casa de Buzzi em Balneário Camboriú (SC); e uma ex-funcionária de gabinete que relatou sete episódios de assédio sexual e importunação cometidos enquanto ela trabalhava no gabinete do magistrado no STJ, entre 2023 e 2025. Em paralelo ao processo administrativo no STJ, Buzzi é alvo de dois inquéritos criminais no Supremo Tribunal Federal (STF): um sob suspeita de importunação sexual, por causa desses mesmos fatos, e outro sob suspeita de envolvimento em um esquema de venda de sentenças. Ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça José Alberto/STJ O que diz a defesa Em entrevista ao g1 publicada nesta terça (28), a advogada de Buzzi, Maria Fernanda Saad Ávila, contestou as acusações e afirmou que há contradições nos depoimentos das testemunhas de acusação. Uma das principais alegações da defesa é que Buzzi não ficou sozinho em seu gabinete com a ex-funcionária que o acusa. Sobre o episódio que teria ocorrido no litoral de Santa Catarina, a defesa afirmou que o ministro tem dificuldades de locomoção e precisou do auxílio da jovem para sair do mar (leia a íntegra da entrevista aqui).

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/07/29/defesa-do-ministro-afastado-marco-buzzi-pede-para-stj-adiar-julgamento-de-processo-sobre-assedio-sexual.ghtml


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